TERCEIRA DENTIÇÃO

O ser humano desenvolve apenas duas dentições durante a vida: A primeira é temporária, e surge a partir dos 6 meses de idade, conhecida como “dentição de leite”. Por volta dos 5 ou 6 anos, ela é substituída por 32 dentes permanentes. Pelo nome, sabe-se que nasceram para durar por toda a vida. No entanto, fatores como falta de higienização, cáries e doenças periodontais podem favorecer a perda dos dentes, causando sérias alterações não só no processo de digestão como também na fonação e estética. De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, só no Brasil, 26 milhões de pessoas não possuem dentes.

Durante décadas, a solução adotada para a ausência de dentes foi a dentadura. Uma solução pouco eficaz e incômoda. Nem todas pessoas se adaptam à estrutura. Ciente do problema, a odontologia desenvolveu um implante dentário que substitui a raiz do dente e se integra ao osso, conhecido como “Terceira Dentição”.

Os implantes dentários foram uma descoberta revolucionária da odontologia por se integrar no organismo praticamente sem rejeição.
“O implante é introduzido cirurgicamente no osso maxilar, por meio de uma técnica minuciosa, que evita fatores traumáticos para o tecido ósseo”, explica o Implantodontista Daniel Bittar.

O procedimento consiste em uma incisão na gengiva que deixa o osso em exposição, a fim de que ele seja preparado, formando uma cavidade onde será encaixado o implante, tal qual a raiz do dente. No iníco, esperava-se até seis meses para que uma prótese dentária externa, confeccionada pelo dentista, fosse encaixada no pino. Mas hoje, a evolução das técnicas de implantes permite um procedimento chamado Carga imediata, onde, logo após a cirurgia o paciente já utiliza uma prótese provisória, porém fixa e com excelente resultado.

Você deve se perguntar como um implante artificial pode suportar a pressão da mastigação e se fixar ao osso do maxilar.

Isso ocorre devido a um fenômeno chamado Osteointegração.

O titânio, matéria-prima do implante, é uma substancia muito bem aceita pelo organismo, especialmente o osso, que adere suas estruturas ao material e se fixa a ele.

Como toda cirurgia, colocar a terceira dentição exige cuidados pré e pós-operatórios. Antes da intervenção realiza-se exames clínicos e radiográficos, podendo-se até receitar medicamentos. Depois da implantação, é importante observar a medicação prescrita, evitar esforço físico intenso e bochechos, bem como ter uma alimentação liquida e pastosa nos primeiros dias. A partir daí, os cuidados de manutenção são simples: higiene oral diária e visita anual ao dentista.


Também se fala na criação da terceira dentição através das células-tronco. Estas células têm o potencial de se transformarem em diversos tecidos do corpo humano, como o coração, ossos, pâncreas, etc. O método já foi feito em animais e em procedimentos in vitro. A técnica agora vai ser desenvolvida em ossos maxilares e estima-se que será uma realidade clínica em aproximadamente 10 anos.